ANFÍBIOS E RÉPTEIS

O cerrado apresenta uma fauna de répteis e anfíbios de grande diversidade, sendo que muitas espécies novas foram descritas recentemente. Atualmente, são registradas para o Cerrado 10 espécies de quelônios (cágados, jabutis e tartarugas), 5 de jacarés, 47 de lagartos, 103 de serpentes e 113 de anfíbios. Segundo especialistas, um dos fatores determinantes na diversidade da herpetofauna do Cerrado, é a estratificação horizontal de hábitats, ou seja, existe um mosaico de diferentes tipos de vegetação justapostas, cada uma contendo uma composição distinta de espécies. Entretanto, essa diversidade vem sendo ameaçada por impactos causados pela atividade humana, tais como: desmatamentos, queimadas e urbanização.

Fonte: Colli, G. R. 2007. Herpetofauna do Cerrado e Pantanal - diversidade e conservação. In: Cerrado e Pantanal: Áreas e ações prioritárias para conservação. Ministério do Meio Ambiente – Brasília: MMA. Pp: 259-276.

ARTRÓPODES

A fauna de invertebrados do cerrado é muito rica e inclui animais pertencentes a aproximadamente 16 filos, no Brasil central. Dentre os invertebrados existentes cerca de 1,5 milhões de espécies são de artrópodes, mas acredita-se que esse número traduza somente uma pequena fração do que deve existir. Os artrópodes desenvolvem grande função ecológica no ecossistema, pois ocupa uma grande diversidade de micro-habitats e nichos, desta forma desempenham atividades regulatória do ecossistema. Insetos e Aranhas são provavelmente os maiores reguladores de circulação de energia e ciclo de nutrientes em ecossistemas tropicais. Artrópodes também são bons bioindicadores sensíveis da interferência humana na qualidade do habitat, devido à alta diversidade de espécies e alta ligação física e biológica com os habitats. Estima-se que exista no Cerrado cerca de 13.000 espécies de lepidópteros (borboletas e mariposas), 820 de abelhas, 139 de vespas, 350 de formigas, 116 de cupins, 49 de aranhas e 13 de louva-deus. Apesar disso, a região Centro-Oeste é classificada como a que reúne menor conhecimento sobre invertebrados terrestres, isto reflete o principal problema para a conservação de invertebrados.

Fonte: 1-Glauber O. Rocha, Morel C. B. Netto, Luciano R. P. Lozi. Diversidade, riqueza e abundância da entomofauna edáfica em área de cerrado do Brasil Central
http://www.seb-ecologia.org.br/viiceb/resumos/1036a.pdf

2-Dias, I & Morais, H. C. de. 2007. Invertebrados do Cerrado e Pantanal – diversidade e conservação. In: Cerrado e Pantanal: Áreas e ações prioritárias para conservação. Ministério do Meio Ambiente – Brasília: MMA. Pp: 143 – 172.

AVES

Encontram-se registradas para o cerrado 837 espécies de aves distribuídas em 64 famílias. Destas 759 (90,7%) se reproduzem nesta região, o restante são espécies migratórias. A composição florística de uma área é um fator determinante da riqueza e da distribuição das aves, já que diferentes espécies de aves exibem diferentes formas de utilização do habitat. O cerrado por possuir uma flora diversificada, distribuída em vários tipos de formações, apresenta também um mosaico de hábitats bastante distintos para a avifauna. Entretanto, a fragmentação desta vegetação por atividades humanas tem transformado e diminuído estes habitats naturais pondo a maioria das espécies de aves em risco.

Fonte: Silva, J. M. C. 2007. Avifauna do Cerrado e Pantanal – diversidade e conservação. In: Cerrado e Pantanal: Áreas e ações prioritárias para conservação. Ministério do Meio Ambiente – Brasília: MMA. Pp: 279-299.

MAMÍFEROS

No Cerrado os mamíferos totalizam em 195 espécies, sendo 18 endêmicas. Os mamíferos são elementos essenciais para a manutenção do equilíbrio dinâmico dos ecossistemas, presentes em vários níveis das cadeias tróficas, além de contribuírem significativamente para a manutenção e reposição de formações vegetais. A fragmentação de hábitats é uma das principais consequências da interferência de populações humanas sobre as espécies nativas do Cerrado. As espécies mais vulneráveis aos processos de degradação são as de topo de cadeias tróficas, como os carnívoros (onça-pintada, por exemplo). Espécies como os veados e antas, tem sido alvo de intensa caça, provocando assim, efeitos negativos sobre as densidades populacionais destas espécies. Outros fatores são a conversão de áreas de vegetação natural em lavouras e pastagens, urbanização, construção de usinas hidrelétricas, garimpo e mineração.

Fonte: Marinho-Filho, J. 2007. Mastofauna do Cerrado e Pantanal – diversidade e conservação. In: Cerrado e Pantanal: Áreas e ações prioritárias para conservação. Ministério do Meio Ambiente – Brasília: MMA. Pp: 303-320.



ABELHA JATAI 2 ABELHAAZUL2
ALMA DE GATO ANDORINHA
ANTA ARANHA 2
ARANHA ARMADEIRA 2 ARANHA DE BEIRA DE RIO4
ARARA CANINDE ARARA VERMELHA
ARIRAMBA 2 BACURAU1
BARATA D AGUA BEIJA FLOR 2
BEIJA FLOR TESOURA BEIJA-FLOR DA ORELHA VERMELHA 2
BEM-TE-VI 2 BESOUROS ROLA BOSTA 2
BICO DE BRASA BICO DE PIMENTA1
BORBOLETA 6a BUGIO
CAGADO 2 CAPIVARA
CASCAVEL 2 CENTOPEIA
CIGARRA COBRA CIPO 2
CORAL FALSA CORUJA BURAQUEIRA 3
CORUJA SUINDARA 6 SAGUI5
CUPIM EMA 2
ESCORPIAO FALCAO 4
FORMIGAS 10 GAFANHOTO 7
IRERE 5 GARCA1
GATURAMO1 GAVIAO CARCARA 6
GAVIAO CASACA DE COURO GIRINO 2
GIRINO 6 GRALHA DO CERRADO2
HARPIA 5 HARPIA HARPIA
GALINHA D AGUA 4 JACANA
JACARE 1 JACARE 4
LAGARTO TROPIDURUS 2 JIBOIA ARCOIRIS 5
JIBOIA CONSTRICTOR2 JOAO-DE-BARRO2
LAGARTA 9 LAGARTO ARBORÍCOLA4
JARARACA 5 LIBELULA 6
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